Mais um dia, mais um comentário que se alongou demais…
Estava lá olhando uns blogs de celebridades jornalísticas do mundinho da jogatina eletrônica e acabei por ler um post do Renato Bueno(FREEKO) sobre a queda dos preços de jogos no Brasil e alguns possíveis efeitos a curto prazo(menos pirataria \o/). Daí me lembro dos antigos argumentos revoltantes (palavra forte…) que o pessoal adora gritar quando falam sobre jogos originais… E um pouco dos argumentos que fazem eles mesmo se jogarem no lugar comum que vivemos por aí se mostrarmos que jogamos um Ikaruga ou Katamari Damacy.
PRICE!
E iniciando, as pessoas continuam a encher a paciência em discussões sobre preços falando que jogos de pc são caros custando 100~130 reais na terrinha do Pelé… Algo que eles não pensam é que alguns bons games ainda estão abaixo do preço americano que custam uns 58 dólares no mesmo momento nas prateleiras internacionais(lançamento e uns 6 meses seguintes).
Agora com esse corte, se alguém levantar o dedinho no fundo da sala e vier com o mesmo argumento, eu juro que o giz voa.
(LINK de última hora e… no mínimo interessante)
LIFE!
Agora o problema é que o pessoal ainda imagina que jogos são direito, não privilégio, afinal, se batalha para comprar um jogo que realmente presta (para isso existem sites e revistas com reviews, galerinha) e você passa jogando eles por uns meses, pois o tempo que sobraria em um ambiente de mundo real seria de umas 6 horas por final de semana e algumas meias horas perdidas no meio da semana se a vontade for realmente inoperável. Isso julgando que o jogo seria coisa para passar o tempo enquanto se espera que coisas mais importantes na vida acontecerem (patroa, filhotes, visitas familiares, e caracas, sair com os amigos para falar sobre as amenidades ao vivo, não pelo skype, teamspeak, live, ou seja lá o que).
PEE-Q-EE-NYUZ!
Eu ainda rio um pouco com a mente quando falam que videogame é coisa de criança, pois em parte eu concordo com isso. Afinal, pouca gente que conheço por aí que eu considero um bom jogador (não somente pela habilidade, mas pela intensidade do momento) não age como uma criança mimada na hora da jogatina. Pior quando eles trazem isso para a vida “comum”, daí surgem os “istas” mais radicais. Daí surge gente que não enxerga a popularidade do wii, o ps3 e uma biblioteca até que sólida de lançamentos e aquele lado mais social que o 360 traz com o live.
BE NICE!
Pior é que a cada primavera, eu perco a conta de gente tapada(desculpe, mais uma palavra forte) que vem enchendo sobre o fato de eu estar jogando games de navinha ou de bolas rolantes como se aquilo fosse algo terrível para a humanidade, mas daí começam a ficar, e vão ficando… Com isso já perguntam sobre a mecânica… E depois ligam ou mandam mensagens no meio da noite para pedir dicas sobre o jogo.
Ainda acho que se é para ofender, você tem de ter orgulho o suficiente para não cair na tentação de pular para o outro lado, e que pelo menos o orgulho seja razoável. Daí como um cara que já teve de engolir muita coisa na vida, já tento ser um pouquinho mais zen, e nessas horas tenho uma filosofia na hora de argumentar :
“Não diga que determinada coisa é uma merda a não ser em último caso, pois você está indiretamente xingando alguém de retardado.”
Diga que VOCÊ não curte muito (odiar ainda é meio forte…), assim a pessoa pode até pensar que você é um retardado na mente dela, mas ao menos você não joga uma, possivelmente, frutífera relação com aquela pessoa pela janela. E ainda deixa certa impressão de que você está de porteiras abertas para a pessoa tentar te convencer. Com essa postura mais maleável a pessoa pode até te mostrar facetas e idéias que você nunca iria imaginar se tivesse se referido à certas coisas com aquele tom de “ODEIE, MATE, URINE EM CIMA” que se sub-entende nos casos já citados, sem citar que a chance dela ser maleável com você será maior e com isso argumentos mais interessantes e felizes podem surgir.
Agora acho que vou mexer na carteira para garantir o episode 2 do HL2… E sim, eu gosto de Prey… Quê? Algum problema? ;P



